Associação dos Despachantes e Ajudantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina

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Armadores querem cobrar por no-show

Na semana passada, esta coluna publicou afirmações de Augusto Veladini, diretor de Marketing da V. Ships, maior operadora do mundo, com mais de 1.000 navios sob sua supervisão. Em resumo, Veladini dizia que os piores momentos haviam sido superados, mas que o fim da crise só viria mesmo após 2012 e que uma euforia tão intensa como a de 2008 dificilmente iria se repetir a curto e médio prazos. Visão similar é dada por Mike Wackett, do site internacional The News. Afirma ele que a Tsunami do primeiro trimestre de 2009 já passou e, com ajuda dos governos a suas empresas de navegação, a recuperação está em curso. " O paciente já saiu do CTI", afirma, em tom bem-humorado. Admite, no entanto, que a lucratividade é pequena, porque os concorrentes querem manter as fatias de mercado de antes da crise. Ele cita Nils Andersen, da Maersk, segundo o qual, após subsidiar os embarcadores por algum tempo, agora os armadores tentam impor restauração de fretes, ou seja, cobrar os valores anteriores à crise. Mas adverte: " a recuperação nascente é frágil e deve ser adotada atitude responsável". Cita que o movimento da Ásia para a Europa, em janeiro, aumentou 11%, em comparação com janeiro de 2008, mas comenta que, diante do colapso de janeiro de 2008, inevitavelmente os números teriam de subir. No porto de Long Beach, na California, o movimento de containeres subiu 30% em fevereiro de 2010, em comparação com fevereiro de 2008, chegando a 414 mil TEUs ( containeres de 20 pés ou equivalente), o que é bom, mas ainda bem abaixo dos 530 mil TEUs de fevereiro de 2008. Nesse ambiente, a líder mundial em containeres, a Maersk, acusou perda de US$ 2,1 bilhões e seu dirigente Eivind Kolding anunciou que poderia cobrar uma tarifa pelo "no-show": para punir clientes que fazem reserva de espaço em várias companhias - como passageiros em linhas aéreas - e, inevitavelmente, irão confirmar apenas em uma, deixando as demais com dificuldades para encher seu navio. Mike Wackett acha que companhias de navegação e embarcadores devem assumir suas responsabilidades no delicado momento em que vive a navegação e o comércio internacional. Marcelo Petry Vice-Presidente SINDAESC

Data: 29/03/2010

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