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Governo já estuda validar benefícios fiscais
Planos de investimento serão revisados pela indústria
A crise trouxe muito trabalho para as áreas financeiras das empresas. A escassez de dinheiro, a alta do dólar e as perspectivas de redução no crescimento estão fazendo a indústria catarinense rever o planejamento para 2009, quando programavam investir R$ 2,2 bilhões. Os planos de investimentos da maior parte das empresas não serão abandonados, mas passarão por revisão, segundo pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).
Levantamento divulgado ontem mostrou que 57% das indústrias pretendem investir no próximo ano, mas irão revisar seus projetos, 6% decidiram adiar e 1% optou por cancelar. 21% das indústrias consultadas informaram que os investimentos estão integralmente mantidos, e 15% que não havia previsão de expansão dos negócios para 2009. "Os resultados da pesquisa estão em linha com as sinalizações que tínhamos quanto a reavaliações de investimentos e dificuldades para obtenção de crédito", diz o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa.
Um dos segmentos que mais reviram os seus planos foi o agronegócio. "O melhor é colocar o pé no freio porque o horizonte não está claro", diz o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Geci Pungan.
A Coopercentral resolveu adiar investimentos de R$ 871 milhões na construção de novos frigoríficos em Canoinhas, Carazinho (RS) e São Gabriel do Oeste (MS). A Sadia vai redefinir quando vai investir R$ 700 milhões na construção de um complexo agroindustrial em Mafra.
Outro setor que está muito cauteloso é o da construção civil, que vinha em forte expansão (9,9% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2007). Ele já projeta desaceleração nos negócios. "Não esperamos uma recessão", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Joinville, Francisco Jauregui.
A reavaliação preocupa a Secretaria da Fazenda, que prevê, para janeiro, uma redução no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos importados. Segundo o diretor de administração tributária, Almir Gorges, os técnicos estão fazendo um estudo para saber qual será o impacto da crise na arrecadação catarinense. O relatório deverá ficar pronto em novembro.
*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.